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Estados Unidos não buscam confronto com a Rússia e querem cooperação, diz Biden em discurso ao Congresso em 100 dias de Governo

Nesta quarta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos Joe Biden teceu comentários sobre a relação de Washington com a Rússia, durante seu discurso ao Congresso norte-americano marcando seu 100º dia na Casa Branca.


Os EUA não buscam uma escalada de tensões com a Rússia e acreditam que ambos os países podem cooperar, disse Biden. Segundo o presidente norte-americano, tanto Moscou quanto Washington podem cooperar em áreas de interesse mútuo, como na questão do controle de armas nucleares e em relação às mudanças climáticas.


"Com relação à Rússia, deixei bem claro ao presidente [Vladimir] Putin que, embora não busquemos uma escalada, suas ações têm consequências", disse Biden, conforme consta na transcrição do discurso fornecida com antecedência pela Casa Branca.

Biden citou a Rússia ao comentar sua posição, que classificou como "direta e proporcional", à suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais dos EUA em 2020 e também por acusações de ciberataques. A Rússia nega todas as acusações.


"Podemos cooperar quando for do nosso interesse mútuo. Como fizemos quando estendemos o Tratado Novo START sobre armas nucleares - e como estamos trabalhando para fazer em relação à crise climática", disse Biden, ainda segundo a transcrição.

Tensões entre EUA e Rússia

As tensões se intensificaram entre Washington e Moscou após um relatório da inteligência dos EUA deste ano acusando a inteligência russa de hackear sistemas de tecnologia da informação dos EUA no ano passado, e de interferir nas eleições presidenciais de 2020 nos EUA para prejudicar a campanha de Biden.


Em abril, a Casa Branca aplicou sanções contra 32 entidades e indivíduos russos em resposta às acusações e atos considerados hostis contra os interesses norte-americanos. Em diversas ocasiões o governo russo negou as acusações e apontou que elas carecem de evidências.


À época, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou as sanções e afirmou que elas são contrárias aos interesses das duas nações. Em resposta, a Rússia proibiu a entrada de oito cidadãos norte-americanos no país, incluindo autoridades do governo dos EUA.

As tensões já estavam em alta entre os dois países após uma entrevista de Biden, em março, à emissora ABC News, na qual o presidente norte-americano afirmou que Putin "pagaria um preço" pela suposta interferência na eleição dos EUA e chamou o presidente russo de "assassino".


Em resposta, Putin desejou saúde ao norte-americano e afirmou que Biden deveria olhar para o passado dos EUA antes de fazer tais acusações. Mais tarde, ambos conversaram ao telefone e Biden convidou Putin para um encontro presencial em um país terceiro.

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