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Reunião Virtual de Biden e Xi Jinping reduz tensão, mas sem progressos quanto a Taiwan e mar do Sul da China; Ambos falaram também sobre ¨mudanças climáticas¨

 


Na última segunda-feira (15) de Novembro de 2021, os presidentes de China e EUA, Xi Jinping e Joe Biden, realizaram uma reunião virtual, onde ressaltaram a necessidade de manter as relações entre as duas potências estáveis.

Particularmente, Biden insistiu que ambas as nações devem trabalhar para evitar novos conflitos e concorrência desleal.

"Parece-me que nossa responsabilidade como líderes da China e EUA é garantir que a concorrência entre nossos países não vire um conflito, seja intencional ou não, mas que seja apenas uma concorrência simples e direta", afirmou Biden.

O presidente americano instou a "estabelecer algumas barreiras de senso comum" e "trabalhar juntos em interesses comuns, especialmente em questões mundiais e vitais, como a mudança climática".


Ao mesmo tempo, Biden observou que "todos os países têm que jogar com as mesmas regras do jogo, e por isso os EUA sempre vão defender nossos interesses e valores, e dos nossos aliados e parceiros".


Por sua vez, Xi Jinping ressaltou a importância da convivência pacífica e do cumprimento dos compromissos internacionais.

"É preciso uma relação sólida entre China e EUA para avançar no desenvolvimento respectivo de nossos países e para garantir um ambiente internacional pacífico e estável, incluindo a busca de respostas eficazes aos desafios globais, como a mudança climática [...] e a pandemia da COVID-19", enfatizou o líder chinês, indicando que as duas potências enfrentam juntas "múltiplos desafios".


"Cada um deve administrar bem seus assuntos internos e, ao mesmo tempo, assumir sua parte das responsabilidades internacionais e trabalhar juntos pelas causas mais nobres da paz e desenvolvimento mundial", afirmou.


Os presidentes estabeleceram uma base para um progresso futuro em algumas questões, como as mudanças climáticas e o comércio, onde os interesses dos dois países coincidem, conforme o professor.

No entanto, "ambos os líderes foram muito inflexíveis ao afirmar seus interesses centrais: a China não mostrou flexibilidade sobre Taiwan e os EUA não mostraram flexibilidade sobre o mar do Sul da China, por isso não está claro se são possíveis novos progressos nas questões mais controversas".


O analista sublinhou que, mesmo assim, a reunião estabeleceu um novo procedente, com ambas as partes mostrando sua vontade de participar de diálogos construtivos para evitar tensões entre elas.

"Eu acredito que a dinâmica mudou, no sentido de que ambos os líderes reconheceram implicitamente que, sem algum grau de diálogo e compromisso, as relações entre os Estados Unidos e a China podem 'evoluir para um conflito' como disse Biden, resultando em um confronto maior que ninguém quer", concluiu Klare.

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