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O palco pro Real Digital está começando a ser montado: Inflação de 2022 deve ficar acima da meta do Banco Central pelo 2º ano consecutivo, preveem analistas

A maioria das projeções de economistas do mercado financeiro para o IPCA, o índice oficial de inflação, de 2022 já se encontra no teto da meta a ser perseguida pelo Banco Central, de 5%, sinalizando alto risco de descumprimento do objetivo pelo segundo ano consecutivo. A previsão colhida pelo Banco Central para o boletim Focus subiu de 4,96% para 5,00%, o 19º aumento consecutivo. Há um mês, a previsão era de 4,55%.


Considerando as 42 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para o IPCA de 2022 já supera a banda superior da meta do ano que vem, subindo de 5,00% para 5,15%, de acordo com o boletim divulgado nesta segunda-feira, 29.



Para 2021, a estimativa também seguiu sua escalada, passando de 10,12% para 10,15% - a 34ª alta seguida - e já supera em quase 5 pontos porcentuais o teto da meta deste ano (5,25%). A estimativa era de 9,17% há quatro semanas. Nos últimos cinco dias úteis, foram feitas 42 atualizações, com a maioria das previsões avançando de 10,16% para 10,19%.


Se confirmada a estimativa, essa será a primeira vez que a inflação atinge esse patamar desde 2015 — quando o IPCA somou 10,67% - no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.


O relatório também vem mostrando sinais de desancoragem em horizontes mais longos. Nesta semana, a expectativa para o IPCA em 2023 seguiu em 3,42%. Da mesma forma, para 2024, a mediana permaneceu em 3,10%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,27% e 3,07%, respectivamente. A meta para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 o objetivo é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).


No comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 9,5% em 2021, 4,1% em 2022 e 3,1% em 2023. O colegiado elevou a Selic em 1,5 ponto porcentual, para 7,75% ao ano.




PIB

O relatório mostrou nova deterioração no cenário de crescimento econômico do Brasil. A redução na previsão para Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 foi de 4,80% para 4,78%. Há quatro semanas, estava em 4,94%. Para 2022, a projeção segue em franca piora. Nesta divulgação, a estimativa de expansão do PIB recuou de 0,70% para 0,58%. Há um mês, estava em 1,20%.


Considerando apenas as 24 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2021 passou de 4,78% para 4,69%. Para 2022, também foram feitas 24 atualizações nos últimos cinco dias, com a estimativa caindo de 0,64% para 0,39%.


Para 2023, a projeção de crescimento continuou em 2,00%, mesmo porcentual de um mês atrás. Da mesma forma, para 2024, a estimativa seguiu em 2,00%, ante 2,20% há quatro semanas.


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