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Em 31 de JULHO de 1991 Edward Goldsmith disse que a Civilização Moderna não prestaria, e faria o Apocalipse acontecer; Para evitar a extinção todos teriam que abraçar um visão diferente e apoiar um religião totalmente verde (Ecossocialismo da NOVA ORDEM MUNDIAL)

 


Edward Goldsmith, foi um dos papas do movimento ecológico, ao dizer que a civilização moderna não presta e que a humanidade está à beira do desaparecimento. O remédio, segundo ele, é uma conversão quase religiosa a uma outra visão de mundo. 

Edward Goldsmith tinha tudo para ser o que não é – um próspero capitalista e um defensor da civilização industrial. Mas ele talvez não chegasse a ser o que é fossem outras as suas origens. Nascido em Paris há 63 anos em berço de ouro – filho de pai inglês, rico deputado pelo Partido Conservador, e de mãe francesa, de boa família rural – pôde estudar em vários países e formar-se em Ciências Políticas, Filosofia e Economia pela prestigiosa Universidade de Oxford. Teddy, como o chamam os amigos, poderia ter sido igual a seu irmão Jimmy, ou melhor, Sir James Goldsmith, que construiu uma das maiores fortunas da Europa e foi proprietário da revista semanal francesa L’Express. A herança que Edward recebeu aos 38 anos permitiu-lhe viver tranquilamente desde então.


Veja o relato dele feito em 31 de Julho de 1991


Ele viajou o mundo todo, cultivando seus dois grandes interesses: peregrinar pelas melhores bibliotecas e estudar as chamadas sociedades tradicionais, virtualmente intocadas pelo padrão ocidental. Acabou por apaixonar-se pelos ideais pregados pelo líder indiano Mohandas Gandhi (1869-1948), cujo pensamento inspirou em 1972 o mais célebre dos doze livros que viria a escrever Blueprint for survival (Projeto para a sobrevivência). Traduzido em dezesseis idiomas, vendeu 1 milhão de exemplares e se tornou uma das bíblias do movimento ambientalista.Edward Goldsmith é muito mais que um guru verde, daqueles que comandam justos protestos contra as queimadas na Amazônia ou a matança das baleias. É um perfeito exemplar de uma espécie que, para o bem ou para o mal, está em expansão – a dos ecologistas radicais, a vertente xiita dos defensores do ambiente que enxerga no progresso técnico-científico e na sociedade industrial nada além do Grande Satã que arrasta para a morte, senão a natureza inteira, com certeza a humanidade. Os ecofundamentalistas rejeitam a idéia de que o sistema pode ser transformado de forma a conciliar criação de riquezas. Bem-estar material e preservação do planeta.


Para eles, o homem está com os dias contados se não deitar abaixo o estilo de vida das sociedades urbanas, se não banir da face da Terra a própria noção de desenvolvimento econômico e se não retomar as tradições postas à margem pela Revolução Industrial.O próprio Goldsmith já se declarou “arquipassadista”. Ele é um intelectual lido, viajado, articulado e experiente. É difícil contestá-lo quando aponta o dedo contra o que há de irracional e perverso na civilização contemporânea. Não obstante, ao extremar a argumentação, resseca o raciocínio. O mundo que condena é simplificado sem matizes. Para ele por exemplo, a ciência é uma superstição que não melhorou a vida humana. Eis, no mínimo, um ato de desrespeito aos fatos. Sua construção ideológica se sustenta em bases duvidosas (“o desenvolvimento econômico cria a pobreza”), desdobra-se em generalidades (“todos os países estão mais pobres do que eram anos atrás”) e culmina em certezas insuscetíveis de verificação imediata (“restam-nos apenas alguns decênios”). Editor de uma contundente revista bimestral The Ecologist, e vice-presidente da Ecoropa, um dos maiores e aguerridos movimentos ambientalistas da Europa, ele certamente dará o que falar no Brasil em junho do próximo ano, ao participar dos eventos paralelos à Eco-92, a conferência mundial sobre ambiente e desenvolvimento, promovida pela ONU no Rio de Janeiro.


Casado (pela segunda vez), pai de cinco filhos, viveu os últimos anos numa fazenda na Cornualha, na ponta sudoeste da Inglaterra, onde proibiu a entrada de carros, tratores, adubos químicos e instalações de aquecimento. Agora morando no subúrbio londrino de Richmond, 20 quilômetros a sudoeste da capital, numa casa simples (mas com algumas benesses da tecnologia que ele tanto abomina, como telefone, fax e máquina de escrever elétrica), não vê a hora de voltar ao campo. De vivos olhos azuis e cabelos grisalhos, é um homem “carismático, veemente, arrebatado e também gentil e simpático”, segundo a repórter Gisela Heymann, de SUPERINTERESSANTE, a quem concedeu a entrevista que segue.


Há catorze anos, o senhor profetizou uma reação geral contra a civilização industrial. Onde o senhor errou?


Sem dúvida fui um pouco otimista. A tomada de consciência em relação aos problemas ecológicos causados pelo desenvolvimento econômico se manifestou mais tarde, há apenas dois anos. Infelizmente, a atitude dos políticos e industriais não mudou. As pessoas têm de tomar a dianteira em relação aos governos. Estes só oferecem respostas econômicas aos problemas. Se existem mais doentes, constroem-se hospitais. Se existem mais desempregados, constroem-se mais indústrias. Não se atacam as causas dos problemas.


Mas já se tomaram decisões importantes contra a poluição. Nos Estados Unidos, não se usa mais nos sprays o gás clorofluorcarbono (CFC), que ataca a camada de ozônio. O Brasil pretende implantar até 1996 um plano para diminuir as emissões de poluentes dos veículos a motor. Isso não conta?


O CFC continua a ser usado em aparelhos de refrigeração e para a limpeza de circuitos eletrônicos. Os cortes, portanto, não foram suficientes. Os grandes problemas ambientais continuam como antes, ou pior. Nada se fez para diminuir o aquecimento do planeta ou para combater eficazmente a destruição da camada de ozônio. Nada se fez para diminuir o ritmo de destruição das florestas – salvo, ao que parece, no Brasil, onde o governo cortou as subvenções à destruição. Mas, na Malásia, por exemplo, a reação às pressões dos grupos ecologistas consistiu em cortar as árvores também à noite, para ganhar o máximo de dinheiro enquanto é tempo. E a última grande floresta africana, no Zaire, está em chamas.


O senhor escreveu no livro 5000 dias para salvar o planeta que a humanidade poderá estar extinta em trinta ou quarenta anos. Não e pessimismo demais?


Não. Estamos transformando a Terra num planeta inabitável. Aliás, já estamos condenados a conviver com um aumento da temperatura global entre 1,5 e 4 graus C previsto para o ano 2030, caso continue tudo como está, devido à duplicação do gás carbônico na atmosfera. É uma reação em cadeia. O mar, por exemplo, vai esquentar. O plâncton? que gosta de água fria, vai morrer. Isso diminuirá a capacidade dos oceanos de absorver o gás carbônico. Logo, a situação vai piorar. Não nos damos conta do que significam 3 graus a mais. Há 130 000 anos, o Sul da Inglaterra, ande fica Londres, era 3 graus mais quente. Havia ali pântanos, hipopótamos e crocodilos. Era um equilíbrio completamente diferente.


A espécie humana não se adaptaria a um clima 3 graus mais quente?


O pior nem é o aumento da temperatura. É a instabilidade do clima? sua imprevisibilidade. Já podemos constatar isso hoje. A agricultura se baseia na regularidade dos ciclos, que permite ao homem saber quando plantar e quando colher. O homem teria ainda de conviver com a destruição da camada de ozônio, o que significa não só mais casos de câncer de pele, como também o enfraquecimento do nosso sistema imunológico, o que por sua vez significa muito mais doenças. Acrescente-se o aumento drástico dos dejetos químicos que envenenam a terra e o lençol freático. Por isso? podemos dizer que nos restam apenas alguns decênios. Podem ser trinta, quarenta, cinqüenta anos. Mas não será um século. A espécie humana estará extinta nas próximas décadas, se continuarmos a destruir o planeta na mesma velocidade de hoje.


Novas tecnologias não poderão evitar essas catástrofes?


As pessoas pensam que o desenvolvimento econômico vai resolver os nossos problemas, mas não é nada disso. O desenvolvimento econômico cria a pobreza. Ele requer um enorme aporte de energia. Para isso, construímos enormes barragens que destroem o meio ambiente, a terra arável, as florestas. Construímos centrais nucleares, que são ainda piores, por causa da emissão diária de gases radioativos, o que faz aumentar consideravelmente os casos de leucemia em crianças nas regiões vizinhas. Sem falar nos acidentes, como o de Chernobyl. Todos os mecanismos quebram. Os mais complicados são mais vulneráveis. Temos é de mudar nossa forma de pensar e parar de adaptar o mundo às nossas necessidades.


Como convencer as pessoas de que o mundo moderno não presta? As populações mais pobres deixarão de sonhar com o nível de vida dos americanos e europeus de hoje?


Acontece que é impossível o Terceiro Mundo viver como os Estados Unidos ou a Europa. O mundo não poderia suportar a poluição que isso causaria. É tão absurdo como dizer que a população da Terra vai ser transferida para Vênus. Além disso, já podemos observar claramente o desabamento do mundo industrial. Nova York é uma cidade em plena falência. E os Estados Unidos são o país que consome cerca da metade da energia produzida em todo o globo. Daqui a quarenta anos, os americanos terão destruído toda a sua terra arável. As pessoas querem imitar os Estados Unidos porque não sabem o que se passa ali e são bombardeadas pela publicidade do sonho americano. É importante dizer que todos os países estão mais pobres do que eram anos atrás. Os americanos estão mais pobres hoje do que em 1972. E a população mundial não vai viver como os personagens de Dallas, mas em favelas.


O que se deveria fazer, então?


Temos de mudar totalmente nossa forma de encarar o mundo. É preciso criar uma sociedade na qual as atividades econômicas existam em pequena escala — o modelo da família ou das comunidades é o ideal. Devemos reduzir drasticamente o consumo de energia e acabar com a construção de barragens. Precisamos descentralizar as cidades, para que as pessoas possam trabalhar perto de onde moram, o que diminuiria muito a necessidade do carro particular. Não precisamos produzir bens de consumo descartáveis, que duram pouco e dilapidam os recursos naturais. Devemos voltar à agricultura sem adubos químicos, pois os biológicos são também eficazes a longo prazo.


Tudo isso significa abrir mão das conquistas da sociedade moderna, como o carro, o aquecimento central, as fraldas descartáveis, os tratores…


Sim. Sei que é muito difícil. Nossa economia é dominada pelas multinacionais. Por sua própria natureza, elas não vão jamais submeter suas atividades a fatores ecológicos, sociais e mesmo morais. Cada campanha de que participo, há trinta anos, é uma campanha contra as multinacionais. As multinacionais dominam os governos.


Se essa transformação é tão difícil assim, por que não fixar metas que não obriguem a rejeitar a tecnologia?


Porque não temos mais tempo. Ficar discutindo a redução em 10% das emissões de gás carbônico até o fim do século não adianta. Temos de diminuí-las em 60% – hoje. Estamos rodando a 100 quilômetros por hora na direção de um precipício. Diminuir a velocidade para 80 ou 50 quilômetros não significa nada. Temos é que mudar de direção.


Mas, concretamente, como se faria essa guinada?


Repito: não existe saída fácil. Tudo começa por uma conversão, quase

religiosa, ao pensamento ecológico, a uma visão de mundo totalmente diferente. Para nós, a riqueza vem do funcionamento da biosfera, ou seja, do clima favorável, da terra fértil, da água fresca e abundante – condições essenciais para a vida humana neste planeta. Já a riqueza dos economistas é a riqueza manufaturada: o carro, o avião. o foguete. Temos de criar um tipo de vida que dispense essas coisas. Podemos viver sem carro, mas não sem água.


Nem a ciência pode impedir o pior?


Salvo exceções, os cientistas não comprendem o que se passa no mundo. Eles não têm nenhuma idéia do que está acontecendo.


Mas não é a ciência que nos explica como funcionam o mundo, a vida?


A ciência é uma superstição. Precisamos desacreditar a idéia de que ela é onipotente. Ela permite mudar as coisas, mas não compreendê-las. Seus modelos matemáticos são muito rudimentares. Eles não dão conta dos fenômenos sociais, cujos fatores mais importantes não são quantificáveis. Quer um exemplo? É conhecido o princípio de que o crescimento econômico é indispensável para alimentar o mundo. Na verdade, é o contrário. Na Tanzânia, depois que a economia começou a afundar, as pessoas começaram a comer pela primeira vez depois de muito tempo. Por falta de meios, as estradas não puderam ser consertadas, o que impediu a exportação de alimentos. A população foi forçada a comê-los. Em suma, não nego que a ciência pode mudar as coisas: ela pode até levar o homem à Lua. Mas de que serve essa viagem? Para nada.


Os antibióticos também não servem para nada?


A saúde não tem a ver necessariamente com os remédios. Apesar de todo o avanço da Medicina científica, a incidência de doenças (salvo a da varíola) aumenta no mundo inteiro. Aumentam a tuberculose, as moléstias venéreas, a malária, a dengue. Isso sem falar dos males da civilização, como o câncer, as doenças cardíacas, o diabete, os problemas dentários, a úlcera, a apendicite. Essas doenças quase não existiam nas civilizações primitivas. Sua incidência cresce com a industrialização.


O senhor é religioso?


Sou adepto das religiões tribais, que cultuam seus ancestrais e a natureza. O homem normal é físico e emocional. As religiões modernas baniram essas características. Os países do Norte destroem mais que os do Sul, em parte porque suas populações não são mais humanas. São robôs.



Trazendo para os dias atuais, sabemos claramente que eles não criarão uma nova religião, mas sim uma união de todas elas. Pensando num mesmo jeito, e agradando a todos, por isso que há o Crislã, e posteriormente o Jucrislã. E as religiões que não apoiarem essa ideia de salvar o mundo, ficarão de fora, desta ONU RELIGIOSA. 


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