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Além de Twitter e Facebook, demais redes sociais bloqueiam Donald Trump indefinitivamente até 20 de Janeiro de 2021



O presidente Estadunidense, Donald Trump, foi banido do Facebook e do Instagram até, pelo menos, o fim de seu mandato, em 20 de janeiro, com a exclusão  podendo se prolongar indefinidamente, segundo informou o diretor-executivo da plataforma, Mark Zuckerberg. A expulsão acontece um dia após o republicano fazer postagens com teor favorável aos invasores do Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira. Na noite de ontem, por causa disso, Trump já havia sido suspenso pelo Facebook e pelo Twitter.

As medidas foram tomadas depois de Trump ter passado 206 semanas na Presidência dos Estados Unidos, a 13 dias da cerimônia de posse de Joe Biden.


"Acreditamos que os riscos de permitir que o presidente continue a usar nosso serviço durante este período são simplesmente grandes demais", escreveu Zuckerberg ao anunciar a decisão. "Portanto, estamos estendendo o bloqueio que colocamos em suas contas do Facebook e Instagram indefinidamente e por pelo menos as próximas duas semanas até que a transição pacífica de poder seja concluída."


Já o Twitter proibiu Trump de postar por 12 horas ou até ele excluir as publicações que foram consideradas de incitação à violência. Inicialmente, a plataforma havia apenas restringido as interações com as mensagens simpáticas aos manifestantes, impedindo que fossem compartilhadas sem nenhum comentário ou tivessem respostas. Depois, o Twitter preferiu apagar as postagens, somando ao todo três exclusões.


A plataforma também alertou o presidente de que, caso volte a postar conteúdos que incitem à violência, ele também será banido do Twitter, que é a sua rede social mais utilizada.


À noite, foi a vez do Snapchat, rede social de fotos que perdeu popularidade nos últimos 2 anos, anunciar que suspenderia indefinidamente a conta de Trump.

O Twitch, da Amazon, também disse na quinta-feira que desativou o canal de Trump devido às "circunstâncias extraordinárias e à retórica incendiária do presidente". Uma porta-voz disse que reavaliaria a conta de Trump depois que ele deixar o cargo.


A plataforma de comércio eletrônico Shopify também disse na quinta-feira que estava fechando o serviço para lojas afiliadas à Trump por violações de sua política de "uso aceitável", fazendo com que os sites de comércio eletrônico para a campanha e a Organização Trump fiquem offline.


A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário.


As empresas de mídia social receberam muitas críticas nos últimos anos por possibilitarem a disseminação de desinformação, como notícias falsas e teorias da conspiração. Trump e seus aliados por meses divulgaram alegações infundadas de fraude eleitoral, e o conteúdo só foi bloqueado na quarta-feira, após o presidente publicar mensagens simpáticas aos invasores do Capitólio, chegando a dizer que os amava. Até então, apenas as alegações falsas de Trump tinham, no máximo, sido marcadas como enganosas.


Grupos de direitos civis, incluindo o Color of Change, pediram que as empresas de mídia social banam Trump de forma permanente das plataformas, onde ele violou repetidamente as políticas.

A Liga Anti-Difamação elogiou a ação do Facebook, chamando-a de "um primeiro passo óbvio", enquanto a NAACP em um comunicado disse que a ação era um gesto "há muito esperado" que "soa vazio".


Alguns funcionários do Facebook entraram em apelos para que as contas de Trump fossem encerradas na quarta-feira, de acordo com postagens internas vistas pela Reuters.


O senador democrata Mark Warner, novo presidente do Comitê de Inteligência do Senado, disse estar feliz que empresas de mídia social estejam reprimindo as falsas alegações de Trump, mas as ações não foram longe o suficiente.


"Essas plataformas têm servido como infraestrutura de organização central para grupos violentos de extrema direita e movimentos de milícia há vários anos, ajudando-os a recrutar, organizar, coordenar e, em muitos casos (especialmente no que diz respeito ao YouTube), gerar lucros com seu conteúdo violento e extremista ", disse ele em um comunicado.


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