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Ministro da Saúde do Brasil, diz que País pode ter nova onda de Coronavírus com contaminação 3 vezes pior

 

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, reconheceu nesta quinta-feira que o país vive uma “nova etapa da pandemia” ao afirmar que a contaminação continua em alta, principalmente, por causa de novas cepas do novo coronavírus, que são consequência de mutações. Um dia após o Brasil chegar à marca de 250 mil mortos pela Covid-19, Pazuello disse que o vírus está provocando uma contaminação três vezes maior. “Estamos enfrentando uma nova etapa da pandemia. Hoje, o vírus mutado, ele nos dá três vezes mais a contaminação, e a velocidade com que isso acontece em pontos focais pode surpreender o gestor em termos de estrutura de apoio, em evento em Brasília.


Pressão


Participaram do evento o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Eduardo de Oliveira Lula, e o presidente do Conasemns (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Willames Freire. Eles estiveram reunidos com o ministro antes do pronunciamento dele para discutir medidas de enfrentamento à crise, como o pagamento de leitos de UTI. Pazuello disse que uma das estratégias para enfrentar a nova etapa da pandemia é a remoção de leitos. Mas o representante do Conass disse que ideia do ministro é impraticável. “Em janeiro removemos 600 pacientes do Amazonas e 60 de Rondônia, que colapsaram…mas hoje todos os Estados estão operando em capacidade máxima, não há para onde transferir ‘, disse Lula.


Pazuello voltou a dizer que o país tem condições de vacinar 170 milhões de pessoas, mas não explicou porque a distribuição de imunizantes está tão lenta.


Idosos


O Ministério da Saúde informou que concluiu o envio das doses de vacinas necessárias para a imunização contra Covid-19 de 100% dos idosos de 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (asilo) e demais idosos acima de 90 anos. A última entrega ocorreu no início do mês de fevereiro para imunizar aproximadamente 895 mil idosos, segundo a pasta. A próxima etapa de vacinação será voltada para o grupo prioritário de idosos com idade entre 80 e 89 anos e trabalhadores de saúde.

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