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ONU: Guterres pede a Israel que 'abandone' anexação, exorta negociações lideradas por quarteto

O conflito israelo-palestino está em um "momento divisor de águas", disse Guterres.



Israel deve "abandonar" seus planos de anexação, disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, ao Conselho de Segurança na quarta-feira, ao pedir que o Quarteto assumisse um papel de liderança na restauração das negações israelense-palestinas com base nas linhas pré-1967. O conflito israelo-palestino está em um "momento divisor de águas", disse Guterres. Os planos israelenses de anexar partes da Cisjordânia alarmaram a comunidade internacional, os palestinos e muitos israelenses, acrescentou.

Tal anexação seria "uma violação mais grave do direito internacional" que prejudicaria gravemente a perspectiva de uma solução de dois Estados e diminuiria as possibilidades de uma renovação das negociações, disse ele." Peço ao governo israelense que abandone seus planos de anexação", disse Guterres ao prometer seu compromisso total e o da ONU para ajudar israelenses e palestinos a resolver o conflito." 

O objetivo é alcançar a visão de dois Estados – Israel e um Estado palestino independente, democrático, contíguo, soberano e viável – vivendo lado a lado na paz e na segurança dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, baseadas nas fronteiras pré-1967, com Jerusalém como capital de ambos os Estados", disse Guterres." Convoco os colegas membros do Quarteto do Oriente Médio a assumir nosso papel de mediação obrigatória e encontrar um quadro mutuamente agradável para que as partes se reengajem, sem pré-condições, conosco e outros estados-chave", disse ele. 

O Quarteto é composto pelos Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU. Até agora, os EUA se recusaram a concordar com um processo liderado pelo Quarteto. O presidente dos EUA, Donald Trump, está no meio do avanço de seu próprio processo de paz de quatro anos. A ONU rejeitou esse processo, em parte porque não se baseia nas linhas pré-1967 e em parte porque permite que Israel anexe até 30% da Cisjordânia nas fases iniciais do plano.

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