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Em reunião virtual da ONU, Emmanuel Macron diz que o mundo precisa se preparar para uma nova ordem mundial para a globalização

 


"A crise do COVID, o colapso de nossos quadros de cooperação, as fraquezas que mencionei exigem que reconstruamos uma nova ordem e forcem a Europa a assumir sua parte total da responsabilidade", disse Emmanuel Macron na terça-feira.

Pandemia COVID-19 deve ser 'choque' para a ONU, reviver ordem multilateral, diz Macron da França aos líderes mundiais

de UN.ORG: "Esta crise, sem dúvida mais do que qualquer outra, requer cooperação, requer a invenção de novas soluções internacionais", disse Macron em seu amplo discurso em vídeo.


Ele observou que "as organizações internacionais de que tanto precisamos, como a Organização Mundial da Saúde, foram acusadas por alguns de complacência, e instrumentalizadas por outras" e que cientistas e jornalistas, "tão essenciais para compreender e agir efetivamente diante da crise, têm sido questionados pela propaganda dos Estados, como pela epidemia de desinformação".


O presidente Macron também considerou que a própria ONU "corre o risco de impotência", com o Conselho de Segurança, por exemplo, não tendo conseguido se encontrar no auge da pandemia do coronavírus porque dois de seus membros permanentes "preferiram exibir sua rivalidade".


"Todas as fraturas que existiam antes da pandemia, o choque hegemônico dos poderes, o questionamento do multilateralismo ou sua instrumentalização, o atropelamento do direito internacional só acelerou e aprofundou ao mesmo tempo. em favor da desestabilização global criada pela pandemia", explicou.


Nesse contexto,"não temos mais o direito de fechar os olhos. Não temos mais a oportunidade, o luxo, se me permite dizer, de procrastinar. Essa pandemia deve ser para nossa organização um choque elétrico e o momento de um despertar salvador", afirmou.


O mundo como é hoje "não pode ser reduzido à rivalidade entre a China e os Estados Unidos, seja qual for o peso global dessas duas grandes Potências, qualquer que seja a 'história que nos une", disse ele.


"A CRISE, O COLAPSO DE NOSSOS QUADROS DE COOPERAÇÃO, AS FRAQUEZAS QUE MENCIONEI EXIGEM QUE RECONSTRUAMOS UMA NOVA ORDEM E FORCEM A EUROPA A ASSUMIR SUA TOTAL PARCELA DE RESPONSABILIDADE", ENFATIZOU. MACRON RESSALTOU QUE "NAS PRÓXIMAS SEMANAS E MESES, ESCOLHAS FUNDAMENTAIS TERÃO QUE SER FEITAS. CERTAMENTE HAVERÁ UMA CURA PARA A PANDEMIA UM DIA. MAS NÃO HAVERÁ CURA MILAGROSA PARA A DESTRUIÇÃO DA ORDEM CONTEMPORÂNEA."


Ele disse que a reconstrução dos fundamentos da ordem internacional exige o estabelecimento de cooperação internacional funcional baseada em regras claras, definidas e respeitadas por todos.


"O multilateralismo não é apenas um ato de fé, é uma necessidade operacional", acrescentou. "No entanto, não podemos mais estar satisfeitos com um multilateralismo de palavras que só permite fundamentalmente aceitar o maior denominador comum, uma maneira de esconder profundas diferenças sob um consenso de fachada."


Em vez disso,"devemos mudar o método, reverter os termos do contrato, ser tão alto e claro quando algumas pessoas se orgulham de aderir a alianças e seus princípios, às organizações e seus princípios, apenas para pisoteá-los na realidade". LEIA MAIS

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