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Oriente Médio: Assim como os Emirados Árabes, Bahrein normaliza relações com Israel com mediação de Trump e Jared Kushner

 


O Reino do Bahrein se juntou aos Emirados Árabes Unidos e firmou um acordo para "estabelecer relações diplomáticas completas" com Israel, disse o presidente Donald Trump nesta sexta-feira. O anúncio é mais um sinal da mudança da dinâmica política no Oriente Médio, conforme Trump, em campanha de reeleição, busca aproximar as nações árabes de Israel, minando o apoio à causa palestina e fortalecendo a frente anti-Irã.

"Esse é um acordo histórico para alavancar a paz no Oriente Médio. Abrir o diálogo direto e os elos entre estas duas sociedades dinâmicas e economias avançadas irá continuar a transformação positiva do Oriente Médio e aumentar a estabilidade, segurança e prosperidade na região", diz o comunicado assinado pelos governos dos EUA, de Bahrein e de Israel.

A notícia foi anunciada por Trump em seu Twitter, após falar ao telefone com o rei da nação insular, Hamad bin Isa Al Khalifa, e com o premier israelense, Benjamin Netanyahu, segundo a Casa Branca. O americano classificou o estabelecimento de relações como um "avanço histórico" entre "nossos grandes amigos", ressaltando que isto ocorre menos de um mês após o anúncio do histórico acordo entre Israel  e os Emirados, no último dia 14.


— Este é um dia verdadeiramente histórico — Trump disse a repórteres na Casa Branca, afirmando esperar que outros países do Oriente Médio sigam os passos do Bahrein.



Em uma gravação de vídeo, Netanyahu comemorou o pacto, afirmando que "por muitos anos, nós investimos na paz, e agora a paz vai investir em nós, trazendo investimentos verdadeiramente reais para a economia israelense".

O rei do Bahrein, por sua vez, afirmou ter reiterado durante o telefonema com Trump a necessidade de conquistar uma "paz justa e duradoura baseada na solução de dois Estados" para os palestinos. Cada vez mais isolada, no entanto, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) classificou a notícia como uma "traição da causa palestina".


O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, aliado dos EUA,  disse no Twitter que o acordo iria ajudar a promover "a estabilidade e a paz no Oriente Médio, de uma forma que se alcance um entendimento justo e permanente da questão palestina". Já um funcionário do Irã tachou o acordo de traição à causa palestina.

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