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Não importa quem esteja no poder tanto esquerda ou direita, o que importa é que tudo fazem pela tesoura sionista, e o Irã será atacado muito em breve: Irã nunca terá uma arma nuclear no meu mandato diz Biden, para o Presidente de Israel Rivlin

"O apoio a Israel neste Congresso sempre foi fortemente bipartidário, e continuará sendo assim", disse a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.


O presidente dos EUA, Joe Biden, em reunião na última segunda-feira 28 de Junho de 2021 com o presidente Reuven Rivlin,disse que o Irã nunca terá uma arma nuclear enquanto estiver no cargo.


"O Irã nunca terá uma arma nuclear no meu mandato", disse ele.

Biden também abordou os ataques aéreos dos EUA de domingo contra milícias apoiadas pelo Irã na Síria e no Iraque.

"Dirigi os ataques aéreos [de domingo] à noite visando locais usados por grupos de milícias apoiados pelo Irã em resposta aos recentes ataques contra o pessoal dos EUA no Iraque", disse ele.

"Eu só queria agradecer ao presidente por estar aqui", disse Biden no início da conversa no Salão Oval.

Biden assegurou a Rivlin que seu compromisso com Israel "é irrefutável" e que ele tem um "compromisso inabalável com a autodefesa [de Israel]".


"Minha equipe e eu já estamos trabalhando em estreita colaboração com o governo israelense que assumiu o cargo no início deste mês", disse ele. "Estou ansioso para receber o primeiro-ministro [Naftali] Bennett na Casa Branca muito em breve."

No final da noite de segunda-feira, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, recebeu Rivlin no Capitólio para uma reunião com um grupo de legisladores bipartidários.

"O apoio a Israel neste Congresso sempre foi fortemente bipartidário, e continuará assim, por causa de nossos valores compartilhados e por causa de nossas preocupações de segurança mútua", disse ela a Rivlin em uma oportunidade de foto.


Rivlin estava programado para realizar várias reuniões na ONU na terça-feira, primeiro com o secretário-geral António Guterres e depois com 20 embaixadores da ONU, incluindo os da Rússia, Reino Unido, EUA, Bahrein e Marrocos.
Rivlin também se reuniu com o embaixador dos Emirados Árabes Unidos nos EUA Yousef Al Otaiba na segunda-feira. Em um tweet na manhã de terça-feira, ele agradeceu por seu "papel-chave" nos Acordos de Abraão.
— Reuven Rivlin (@PresidentRuvi) 29 de junho de 2021
Rivlin deve retornar a Israel em 30 de junho e ser sucedido por Isaac Herzog em 7 de julho.
Biden e Rivlin discutiram questões regionais, incluindo as negociações indiretas de Viena para restaurar o acordo nuclear de 2015 com o Irã.
Esta é a quarta visita de Rivlin a Washington como presidente. Ele visitou o ex-presidente Barack Obama em janeiro e novembro de 2015 e o ex-presidente Donald Trump em novembro de 2017.
"Estou muito satisfeito por estar aqui mais uma vez para encontrar o presidente dos Estados Unidos", disse Rivlin a Biden. "Israel não tem maior amigo ou aliado do que os Estados Unidos da América. Vocês são nossos melhores amigos, e nós [compartilhamos] valores de democracia e liberalismo."
"E, de acordo com uma verdadeira amizade, podemos, de tempos em tempos, discutir assuntos e até mesmo concordar em não concordar com tudo", disse ele, sugerindo a possibilidade da renovação do acordo com o Irã.
"Mas contamos com você", disse Rivlin. "Sua declaração só agora trouxe israelenses para entender que temos um grande amigo na Casa Branca."
Os EUA e Israel continuarão a trabalhar para promover a paz na região e promover a estabilidade, disse Biden durante a reunião.
"Os EUA apoiam plenamente a normalização da relação entre Israel e países do Oriente Médio em que você está fazendo algum progresso; na África também", disse ele. "E além do importante progresso, estamos realmente ansiosos para construir um bloco mais amplo de paz e estabilidade."
O conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan e a vice-secretária de Estado Wendy Sherman participaram da reunião.
"Tivemos uma reunião muito aprofundada e detalhada sobre questões que dizem respeito a todo o Oriente Médio e, claro, aos Estados Unidos", disse Rivlin a repórteres no final da reunião da Casa Branca. "Encontramos na Casa Branca um verdadeiro amigo do Estado de Israel. Mesmo nos dias em que conheci [Biden] em 1971 em Jerusalém com o [ex-prefeito de Jerusalém] Teddy Kollek, ele disse que não é preciso ser judeu para ser sionista."
"Encontramos um amigo que também respondeu aos nossos pedidos para manter um olho em tudo relacionado ao acordo que está sendo formado com o Irã", disse ele, acrescentando que "as coisas ainda estão longe de serem decididas".
"Os líderes discutiram os muitos desafios enfrentados pela região, incluindo a ameaça representada pelo Irã", disse a Casa Branca em um comunicado sobre a reunião. Biden "garantiu ao presidente Rivlin que os Estados Unidos continuam determinados a combater a atividade maligna do Irã e o apoio a proxies terroristas, que têm consequências desestabilizadoras para a região".
"Os líderes também consultaram sobre oportunidades para melhorar a paz e a estabilidade no Oriente Médio e além", diz o comunicado. "A esse respeito, o presidente expressou seu forte apoio à normalização das relações entre Israel e outros países do mundo árabe e muçulmano."
Os dois discutiram o conflito israelo-palestino, com Biden enfatizando "a importância de Israel tomar medidas para garantir a calma [e] estabilidade, e apoiar maiores oportunidades econômicas para o povo palestino.
"O presidente Biden afirmou sua opinião de que uma solução negociada de dois Estados continua sendo o melhor caminho para alcançar uma paz duradoura. Os líderes discutiram a importância de reforçar os esforços para fortalecer vozes moderadas e promover a causa da convivência, ao mesmo tempo em que enfraquecem os extremistas que defendem o ódio e a violência", disse a Casa Branca.

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