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Donald Trump em Davos, comemora acordo comercial dos EUA com China, México e Canadá



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expôs nesta terça-feira (21) no Fórum Econômico Mundial de Davos, a vitória de seu governo nas negociações comerciais com a China, México e Canadá, além de uma longa lista de avanços econômicos em seu país.

"Suportamos o desastre que significou o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio), que foi o pior assinado nos últimos 25 anos e causou a perda de um em cada quatro empregos no setor industrial", lamentou o presidente.

Ele destacou que a renegociação desse acordo comercial foi um sucesso e que o emprego no mercado dos EUA será beneficiado, assim como o resultado das negociações comerciais com a China concluídas na mesma semana que as do Nafta.

"A China prejudicou nosso comércio, mas ninguém pensou em fazer algo a respeito até que decidimos enfrentar o problema. Então a China concordou em fazer coisas como proteger a propriedade intelectual, abrir seu setor financeiro e manter sua moeda estável", afirmou.


Trump disse que essas e outras concessões nunca seriam possíveis se ele não recorresse aos fortes aumentos tarifários que afetaram as importações chinesas. No entanto, garantiu que neste momento "as relações com a China nunca foram tão boas quanto agora".
"O sonho americano está de volta", insistiu o presidente dos EUA, diante de um auditório lotado de centenas de altos executivos das empresas mais importantes do planeta que participam da 50ª edição do Fórum.
Trump dedicou seu discurso de meia hora para destacar as realizações econômicas registradas durante seu mandato, incluindo "níveis históricos de crescimento e criação de empregos".
"Criamos mais de 7 milhões de empregos quando a projeção era de dois. O desemprego caiu para níveis recordes", disse Trump, garantindo assim que os trabalhadores latino-americanos e afro-americanos e outras minorias se beneficiaram bastante com essas melhorias.
Trump se recusou a participar da conversa que geralmente segue os discursos dos chefes de Estado e na qual o fundador do Fórum, Klaus Schwab, faz perguntas atuais e de interesse dos participantes.
Alguns executivos consultados pela Agência Efe lamentaram que Trump não tenha mencionado a crise climática, exceto para atacar indiretamente aqueles que fazem o alerta e que ele considera catastróficos.
"É um discurso dirigido aos eleitores americanos, não devemos esquecer que já está em campanha", afirmou um empresário.


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