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Líbano pode sumir do mapa, diz chanceler da França

O ministro das Relações Exteriores francês pediu a formação de um novo governo no Líbano e a implementação de reformas de "emergência".



O chanceler da França, Jean-Yves Le Drian, pediu às autoridades libanesas que iniciem reformas estruturais de "emergência" e que seja formado um novo governo. "O risco hoje é o desaparecimento do Líbano, motivo pelo qual devem ser tomadas medidas", instou.


"Há uma emergência [...] O país está à beira da desgraça, à beira do abismo. Metade da população vive abaixo do nível de pobreza, há uma juventude desamparada, o desemprego é terrível e a inflação é assombrosa", disse o chanceler nesta quinta-feira (27) à RTL, sublinhando "o risco de desaparecimento do Líbano".

"Todo mundo sabe que reformas são necessárias [...], a reforma do mercado, a reforma do setor bancário", detalhou Le Drian, acrescentando que a responsabilidade pela situação atualmente está na mão das autoridades libanesas.


Se as reformas essenciais não forem garantidas, "a comunidade internacional não estará presente", advertiu o ministro. "Não vamos assinar um cheque em branco para um governo que não implementa as reformas que todos conhecem", disse.

Em 4 de agosto, mais de 170 pessoas morreram e ao menos seis mil ficaram feridas após uma potente explosão no porto da capital libanesa. A ONU pediu que a comunidade internacional destine US$ 565 milhões (R$ 3,16 bilhões) para ajudar a população do país.

Após a explosão ocorreram protestos massivos em Beirute. Os manifestantes tomaram vários ministérios, lançaram pedras e bloquearam uma rua próxima ao Parlamento. Em 10 de agosto, o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Dia, anunciou a demissão do seu gabinete.

                       Armazém de grãos danificado em Beirute após explosão


O presidente francês, Emmanuel Macron, que visitou o país árabe em 6 de agosto, dois dias após a catastrófica explosão, visitará o Líbano novamente em 1º de setembro.

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