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Conselho de Segurança da ONU, aceita em se reunir com Jared Kushner para tratar plano de paz no Oriente Médio em 11 de Fevereiro

Jared Corey Kushner apresentará plano de paz dos EUA ao Conselho de Segurança da ONU

NAÇÕES UNIDAS, EUA – Os Estados Unidos pediram uma reunião a portas fechadas na quinta-feira (6) do Conselho de Segurança da ONU para uma apresentação do genro e assessor do presidente Donald Trump, Jared Kushner, do plano americano para o Oriente Médio, informaram fontes diplomáticas.


Kushner pretende expor o plano que Washington divulgou na semana passada e ouvir as posições dos outros 14 membros do conselho, disseram as fontes.

A apresentação acontecerá dias antes da chegada em Nova York do presidente palestino Mahmoud Abbas, esperada para 11 de fevereiro, para expressar na ONU sua rejeição a este plano americano e pedir a aplicação do direito internacional.

Na ocasião da visita de Abbas, os palestinos indicaram que planejam submeter um projeto de resolução ao Conselho de Segurança, através da Tunísia, um membro não permanente do conselho.

O conteúdo da resolução ainda não foi divulgado, mas os Estados Unidos provavelmente se oporiam a ela, usando seu veto, se necessário, caso ganhasse o apoio de nove membros do conselho, o mínimo necessário para a aprovação.

No final de 2017, uma resolução de inspiração palestina que condena o reconhecimento unilateral de Washington de Jerusalém como capital de Israel recebeu 14 votos no Conselho de Segurança, mas os Estados Unidos a anularam com seu veto.

Uma resolução semelhante proposta durante a Assembleia Geral da ONU, um órgão de 193 membros em que nenhum país tem veto, foi aprovada por 128 votos a favor, nove contra e 35 abstenções. Os 21 países restantes optaram por não estar presentes na votação.

Kushner é o arquiteto do plano divulgado pelo presidente na semana passada e rejeitado no sábado pela Liga Árabe e pela Organização de Cooperação Islâmica nesta segunda-feira.

A proposta dos EUA também autoriza a anexação dos assentamentos israelenses, bem como o Vale do Jordão, territórios capturados por Israel desde 1967.

A missão dos EUA nas Nações Unidas não forneceria detalhes sobre o pedido de uma reunião do Conselho de Segurança.

Em uma declaração no sábado, o embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, disse que lançou uma campanha para convencer os países membros a não apoiar nenhuma ação palestina que seja hostil ao plano dos EUA.

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