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FAKE NEWS: Trump é vaiado por criticar a imprensa durante discurso em Davos


O presidente americano, Donald Trump, foi vaiado por criticar a imprensa nesta sexta-feira em Davos, na Suíça. Após revelar na última semana os dez ganhadores de seu "Prêmio Fake News" (Notícias Falsas) por meio do Twitter, cujo ranking foi divulgado no site do Comitê Nacional Republicano, o republicano voltou a opinar sobre a mídia ao responder a perguntas do presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab.
— Até me tornar um político, não percebia quão cruel, ruim e falsa a imprensa podia ser — argumentou Trump, provocando vaias do público na sala.


Desde que assumiu a Casa Branca, o chefe de governo é constantemente questionado pela mídia americana quanto às decisões e polêmicas envolvendo sua gestão. A maior parte do ranking "Fake News" é centrada em reportagens sobre a investigação que apura uma suposta interferência da Rússia na eleição americana em conluio com a campanha do republicano. Trump já classificou reiteradas vezes as informações sobre o inquérito como fake news (notícias falsas), termo que o próprio passou a empregar ao atacar veículos de imprensa que mancham sua imagem.
Na lista, publicada em 17 de janeiro, figuram nomes dos principais jornais e redes de notícias dos Estados Unidos, como "The New York Times", "The Washington Post" e CNN, todos conhecidos alvos do presidente.



1. Paul Krugman

No topo do Prêmio 'Fake News' do presidente, está o articulista do 'New York Times' e Nobel de Economia. Ele alegou que a economia americana nunca se recuperaria do seu governo. O presidente argumenta que já criou quase 2 milhões de empregos e fez a economia crescer US$ 8 trilhões. Mas, de fato, a sua política protecionista gera insegurança global.




2. Brian Ross



O segundo lugar da lista fica com o veterno jornalista da ABC News, suspenso por quatro semanas após ser obrigado a corrigir uma notícia sobre Michael Flynn, ex-assessor de Trump, sobre as suspeitas de conluio russso nas eleições. Foi mais um capítulo das diversas contradições envolvendo a investigação.



3. CNN

O terceiro lugar fica com a CNN, por ter "falsamente" relatado que o presidente e seu filho obtiveram documentos hackeados do Wikileaks durante a campanha. De fato, Trump Jr. trocou mensagens com a plataforma durante a campanha, e divulgou a conversa. Não estão claros os laços entre os dois lados.



4. Time



A revista "Time" teria publicado "falsamente", segundo Trump, que ele removeu um busto de Martin Luther King do Salão Oval, na Casa Branca (foto meramente ilustrativa ao lado). O erro veio durante uma reforma do presidente na mansão presidencial, com várias mudanças na decoração.



5. The Washington Post

O chefe de Estado acusa o jornal "The Washington Post" de informar que um de seus comícios em Pensacola, na Flórida, estava vazio. Segundo Trump, o culpado foi um "repórter desonesto" que publicou uma foto "horas antes da multidão começar a entrar". O jornalista já apagara a imagem pouco após publicá-la, e pedira desculpas pelo erro.



6. CNN

Novamente a CNN. A emissora é acusada de editar imagens para sugerir que Trump teria jogado comida demais para peixes, numa visita ao Japão, virando toda a caixa oferecida pelo premier japonês, Shinzo Abe. As imagens mostram que, de fato, Abe também jogou parte da ração, mas os gestos mais bruscos de Trump chamaram atenção.



7. CNN

E mais uma vez a CNN. A rede se retratou sobre um encontro entre Anthony Scaramucci, ex-porta-voz de Trump, e representantes do governo russo. Três funcionários deixaram a empresa, que se desculpou. O presidente alega que houve um "colapso significante no processo" de elaboração da reportagem.



8. Newsweek



Trump acusa a revista "Newsweek" de ter publicado "falsamente" que a primeira-dama polonesa evitou cumprimentá-lo num encontro oficial entre os líderes dos dois países. As imagens mostram que Agata primeiro cumprimentou Melania, enquanto Trump estendeu a mão, mas ficou sem resposta.


9. CNN

James Comey, ex-diretor do FBI, depõe no Senado dos EUA sobre pressões de Trump Foto: Brendan Smialowski / AFP
A CNN é citada quatro vezes no ranking, e o nono lugar também é dela. A emissora relatou que o ex-diretor do FBI, James Comey, contestaria o fato de Trump ter dito que, de acordo com o que havia sido informado, ele não estava sob investigação. O presidente está sendo investigado e poderá prestar depoimento.


10. The New York Times

O jornal "The New York Times" publicou em sua primeira página que o governo de Trump teria escondido um relatório sobre clima, segundo o presidente. Mas a matéria continha declarações de cientistas que, em anonimato, se disseram preocupados com a possibilidade de o presidente suprimir o relatório.




11. Bônus: Conluio com Rússia



Trump inclui na lista o tema como "o maior boato disseminado contra o povo americano". E reitera: "Não há conluio". Mas a Inteligência americana acredita que houve, sim, influência russa. Há uma complexa investigação em curso, envolvendo diversas pessoas próximas a Trump.


Trump rotineiramente afirma que várias informações sobre seu governo foram "falsamente" publicadas, editadas ou alegadas pelos veículos da mídia. Ainda assim, um levantamento feito em novembro pelo jornal "Washington Post" mostrou que o republicano fez 1.628 declarações falsas ou enganosas nos primeiros 298 dias de mandato. O ferrenho acusador das notícias falsas teria mentido, portanto, cerca de 5 vezes por dia desde que assumiu a Casa Branca.

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