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Chefe do Estado Islâmico no Saara é morto por forças francesas, diz Macron

Forças francesas mataram Adnan Abou Walid al Sahraoui, líder do Estado Islâmico no Grande Saara (ISIS-GS), em um ataque com drones, anunciou o governo francês nesta quinta-feira.



Al Sahroui sucumbiu aos ferimentos, sofrido em um ataque a uma moto que transportava duas pessoas durante uma operação aérea e terrestre liderada pela França no Mali, disse a ministra francesa das Forças Armadas Florence Parly em uma coletiva de imprensa. A operação ocorreu entre os dias 17 e 22 de agosto de 2021, disse Parly.

Ele havia tuitado mais cedo na quinta-feira que agentes militares e de inteligência haviam contribuído para uma "caçada a longo prazo" para o líder do ISIS-GS, que ela descreveu como um "golpe decisivo" para o grupo.

"Este é outro grande sucesso em nossa luta contra grupos terroristas no Sahel", tuitou o presidente Macron.

O ISIS-GS foi criado em 2015 depois que al Sahraoui rompeu com o grupo al-Murabitun, associado à Al Qaeda, outro grupo de farpas sediado na África.



Em 2017, al Sahraoui assumiu a responsabilidade pela emboscada das forças americanas no Níger que matou quatro soldados americanos.

O Departamento de Estado dos EUA designou o ISIS-GS como uma Organização Terrorista Estrangeira em 2018, e anunciou em 2019 uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levem à captura de al Sahraoui.

Ele foi responsável por ataques "covardes e particularmente mortais" contra civis e forças de segurança no Níger, Mali e Burkina Faso, de acordo com uma declaração de um porta-voz presidencial francês. Em agosto de 2020, al Sahraoui "ordenou pessoalmente" a morte de seis trabalhadores humanitários franceses e seu motorista e guia, acrescentou o comunicado.

O presidente Macron anunciou em junho de 2021 o fim da atual implantação francesa na região do Sahel, a Operação Barkhane, com uma entrega gradual a uma missão multilateral. Isso implicaria uma "profunda transformação" da presença militar francesa no Sahel, disse o presidente Macron em 10 de junho.

De acordo com o Ministério da Defesa francês, até setembro, a França tem 5.100 soldados destacados em cinco países da região do Sahel: Chade, Mali, Níger, Mauritânia e Burkina Faso.

O esforço internacional de entrada será liderado pela Força-Tarefa de Takuba, uma força-tarefa militar europeia liderada pela França que aconselha, auxilia e acompanha as Forças Armadas malianas no Sahel, de acordo com o presidente francês. O exército francês constituirá a "espinha dorsal" dessa força, completada pelas forças especiais dos países europeus e parceiros da região.

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