Onu quer legalizar Vigilância Mundial em prol "da paz e segurança"


Suspender a utlização de sistemas de inteligência artificial (IA)invasivos. A proposta é da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Michelle Bachelet pede uma moratória urgente até que haja regulação sobre a utlização da tecnologia, por exemplo, no rastreamento de indivíduos através de câmaras na via pública.


A China é um dos países que utiliza o reconhecimento facial para vigilância - ARQUIVO

A China é um dos países que utiliza o reconhecimento facial para vigilância - ARQUIVO - Direitos de autor Ng Han Guan/AP

Suspender a utlização de sistemas de inteligência artificial (IA)invasivos. A proposta é da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Michelle Bachelet pede uma moratória urgente até que haja regulação sobre a utlização da tecnologia, por exemplo, no rastreamento de indivíduos através de câmaras na via pública.


Numa conferência de imprensa em Genebra, Peggy Hicks, diretora no gabinete da Alta Comissária da ONU explica que "a Inteligência Artificial já faz parte das nossas vidas e não há tempo a perder na luta para assegurar que seja concebida e aplicada de forma a tornar as nossas sociedades melhores e mais respeitadoras dos direitos, em vez de ser um instrumento que permite a discriminação, invade a nossa privacidade e mina os nossos direitos".


Um relatório recente da ONU dá conta que vários países e empresas estão a usar sistemas de Inteligência Artificial, sem regulação, nomeadamente para prevenir discriminação ou proteger dados pessoais. A China é um dos países citados por usar uma tecnologia de reconhecimento facial para a vigilância dos espaços públicos.


Europa dá exemplo

Os reguladores europeus já tomaram medidas para controlar as aplicações de IA mais perigosas. As regulamentações aprovadas pela União Europeia este ano proibiriam alguns usos da IA, tais como a digitalização em tempo real das características faciais, e controlam a tecnologia que pode ameaçar a segurança ou os direitos das pessoas.


A administração do Presidente dos EUA Joe Biden expressou preocupações semelhantes sobre tais aplicações, embora ainda não tenha delineado uma abordagem detalhada para as reduzir. Um grupo recentemente formado chamado Conselho de Comércio e Tecnologia, liderado conjuntamente por funcionários americanos e europeus, tem procurado colaborar no desenvolvimento de regras partilhadas para a IA e outras políticas tecnológicas.


"Se pensarmos nas formas como a IA pode ser utilizada de forma discriminatória, ou para reforçar ainda mais as tendências discriminatórias, é bastante assustador", disse a Secretária do Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo, durante uma conferência virtual em Junho. "Temos de nos certificar de que não deixamos que isso aconteça".


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