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CHILE: Sebastián Piñera é processado por crimes contra a Humanidade




O presidente do Chile, Sebastián Piñera, será processado por sua responsabilidade em supostos crimes contra a humanidade cometidos durante os protestos que começaram no dia 18 de outubro no país.
Um tribunal em Santiago acolheu uma ação movida contra Piñera por advogados que representam organizações de direitos humanos. 

A ação destaca a responsabilidade que cabe a Piñera, “como autor, como chefe de Estado e de todos os que resultem responsáveis como autores, encobridores e/ou cúmplices de crime contra a humanidade”.

Os protestos no Chile já deixaram 20 mortos, sendo cinco por ação direta de agentes de Estado. 

O documento apresentado pelos advogados destaca que policiais e militares cometeram pelo menos nove delitos, incluindo homicídios, torturas, restrições ilegítimas e abuso sexual, desde o início dos protestos. O presidente Sebastián Piñera chegou a decretar estado de emergência no Chile, que se manteve em vigor nos primeiros nove dias de manifestações.

De acordo com o Instituto Nacional de Direitos Humanos (NHRI), até esta quarta-feira, 6, havia um total de 1.778 pessoas feridas e cerca de 5 mil detidas em decorrência dos protestos.

Em meio às denúncias de excessos na repressão policial, Piñera afirma, por sua vez, que não há “nada a esconder”. “Estabelecemos total transparência nos dados (sobre a violência policial), porque não temos nada a esconder”, disse o presidente chileno.
De acordo com o Ministério Público, 14 policiais serão acusados de “tortura” contra duas pessoas. Piñera ressaltou que também serão punidos os manifestantes que provocaram distúrbios violentos, fizeram saques e danificaram estações de metrô.

O NHRI entrou com 181 ações por homicídio, tortura e violência sexual que teriam sido cometidas por policiais e militares. Ainda de acordo com o instituto, quase 150 manifestantes sofreram ferimentos nos olhos durante os protestos, sendo a maioria causada por balas de borracha.

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