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Sinais e Profecias: Confronto de muçulmanos com polícia em mesquita de Al-Aqsa, próximo ao Monte do Templo deixa 113 feridos

Palestinos reagem a granadas de atordoamento no complexo conhecido como Santuário Nobre pelos muçulmanos e Monte do Templo pelos judeus
27/07/2017
REUTERS/Muammar Awad
Palestinos reagem a granadas de atordoamento no complexo conhecido como Santuário Nobre pelos muçulmanos e Monte do Templo pelos judeus 27/07/2017 REUTERS/Muammar Awad
Foto: Reuters
Cenas caóticas foram vistas quando a polícia israelense usou granadas de atordoamento para tentar controlar a multidão que avançou quando o último portão que os muçulmanos usam para entrar em Al-Aqsa foi aberto, depois de um impasse de várias horas.
"Iremos nos sacrificar por Al-Aqsa!", entoou a multidão do lado de fora do terceiro santuário mais sagrado do Islã. Vários jovens subiram no teto da mesquita para afixar bandeiras palestinas, que a polícia israelense logo confiscou.
A retirada das medidas de segurança de Israel, inclusive de detectores de metal e câmeras de vigilância, sinalizou uma recuo significativo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Se os palestinos comemoraram, seus opositores políticos o acusaram de fraqueza.
A decisão de Netanyahu veio na esteira de dias de esforços diplomáticos da Organização das Nações Unidas (ONU), do envolvimento do enviado do presidente norte-americano, Donald Trump, para o Oriente Médio e da pressão de potências muçulmanas árabes da região.
Uma delas, a Jordânia, continua furiosa com Netanyahu devido à morte a tiros de dois de seus cidadãos pelas mãos de um segurança da embaixada israelense em Amã no domingo. Israel repatriou o militar, que foi saudado como um herói, dizendo que ele disparou em legítima defesa contra um ataque que pode ter sido atiçado por sentimentos pró-palestinos.
A disputa em Al-Aqsa eclodiu depois que Israel instalou detectores de metal em entradas para muçulmanos no complexo, conhecido por estes como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo, em reação ao assassinato de dois policiais israelenses mortos por atiradores que haviam escondido armas na praça murada no dia 14 de julho.
A medida, que não foi anunciada, provocou dias de tumultos, e confrontos violentos ocorreram nas ruas de Jerusalém Oriental. As forças israelenses mataram quatro palestinos a tiros, e um palestino matou três israelenses a facadas em uma casa de um assentamento na Cisjordânia ocupada por Israel.

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