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Com ausências de Trump, Macron, Xi Jinping, e Macri cenário está perfeito para Bolsonaro em Davos


O Brasil tem novo presidente nesta segunda-feira. Vinte e um dias depois de assumir o cargo, Jair Bolsonaro inicia sua primeira viagem internacional.

Ao longo dos próximos dias, ele e uma equipe liderada pelos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sérgio Moro, terão agenda intensa na Suíça, onde participam do fórum econômico de Davos.
Caberá a Bolsonaro conduzir o discurso de abertura, honraria concedida pela primeira vez a um presidente latino-americano desde o primeiro ano do fórum, em 1971.

O presidente eleito terá 45 minutos para se apresentar à elite econômica global e reforçar, ou tratar de desconstruir, a imagem de um líder que, tal qual o americano Donald Trump, vê com ressalvas a globalização.
Se por um lado Bolsonaro tem um projeto político e econômico de abrir o país a investidores internacionais, de outro vem sofrendo críticas por sua postura em temas caros a Davos, como clima e meio-ambiente. Sua relação com a China, maior parceiro comercial do Brasil, também deve receber especial atenção no evento.

Em 2003, Davos também foi o palco da estreia internacional do então presidente Lula. Em seu primeiro discurso, Lula acenou positivamente aos investidores e tratou de cortar pelo pé potenciais conflitos — postura que, espera-se, Bolsonaro repetirá.
Entre os principais compromissos do presidente estão o discurso de abertura, às 12h30 de terça-feira (horário de Brasília); uma mesa para discutir a situação da Venezuela, às 15h de quarta-feira; e um debate sobre o tema principal do fórum, a indústria 4.0, junto com presidentes do Peru, do Equador, da Costa Rica e da Colômbia.

Este ano Davos não terá a presença de Donald Trump nem da delegação americana. O chinês Xi Jinping, o francês Emmanuel Macron e o argentino Mauricio Macri também não vão à Suíça. O palco está montado para a comitiva brasileira. Falta aproveitar.

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