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Pretensioso: Governador do Rio, Witzel diz que 'é questão de tempo' para virar presidente do Brasil



O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse nesta terça-feira que "é só uma questão de tempo" antes de se tornar presidente do Brasil. Ele fez fama ao comparar traficantes de drogas a terroristas e nazistas enquanto defendia atiradores em helicópteros para matá-los.

Ex-juiz federal, Witzel foi amplamente visto como um plano para se tornar governador nas eleições do ano passado. Mas sua retórica de lei e ordem ajudou a alinhá-lo com o eventual vencedor da corrida presidencial de 2018, o ex-capitão do exército Jair Bolsonaro, elevando-o a uma improvável vitória.

"Sem dúvida", declarou Witzel, quando perguntado por jornalistas estrangeiros no Rio se acreditava que ele seria o presidente no futuro. Ele não especificou quando ele poderia correr.

Os comentários de Witzel sugerem que Bolsonaro deve enfrentar duros desafios tanto da esquerda quanto da direita se buscar a reeleição em 2022. Bolsonaro prometeu durante a campanha do ano passado acabar com a reeleição para os presidentes brasileiros, mas recentemente disse que poderia concorrer a um segundo mandato.

O governador de São Paulo, João Doria, cujos laços já estreitos com Bolsonaro se extinguiram desde que assumiu o estado rico e relativamente pacífico no início deste ano, também deve ocorrer.

Taxa de assassinato
Em linha com as tendências nacionais, o número de assassinatos no Rio caiu desde a posse de Witzel em 1º de janeiro, cerca de 25% entre janeiro e maio, em comparação com o mesmo período de 2018.


Mas o número de homicídios cometidos por policiais do Rio aumentou quase 20% nos primeiros cinco meses deste ano. Os críticos argumentam que a retórica linha-dura de Witzel deu aos policiais uma permissão implícita para matar.

"Ninguém quer matar bandidos. Queremos prendê-los", afirmou Witzel. "Mas eles precisam saber que vamos agir com rigor. Quando chegamos, eles se rendem ou morrem".

Witzel, que ampliou o uso de helicópteros em operações policiais, disse que a cidade está agora a equipá-los com franco-atiradores para derrubar chefões da favela.

Witzel justificou sua luta contra as gangues de drogas do Rio comparando-a ao bombardeio da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

"Embora não na mesma proporção, também estamos combatendo terroristas", acrescentou.

Além disso, Witzel disse que o número de mortos no Rio provavelmente permanecerá alto durante seu tempo no cargo.

"Isso é normal em uma situação como esta", pontuou. "Estamos vivendo em uma situação de confronto, em que [gangues de drogas] estão testando os limites da polícia e do governador".

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