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Após atentado Bolsonaro é transferido de Juiz de Fora para São Paulo


O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) deixou a Santa Casa de Juiz de Fora (MG) por volta das 8h20 desta sexta-feira (7) em direção ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A transferência ocorreu cerca de 12 h após ele ser operado depois de ser esfaqueado em uma atividade de campanha na cidade mineira.

A ambulância deixou a Santa Casa de Misericórdia em direção ao aeroporto da Serrinha, localizado em Juiz de Fora, com escolta da Polícia Militar. A viagem será feita em uma UTI (unidade de terapia Intensiva) aérea. 


Desde a noite de quinta-feira (6), equipes dos hospitais Sírio Libanês, também de São Paulo, e Albert Einstein estiveram na Santa Casa e avaliaram a possível transferência.


A mudança de local já era prevista, mas não foi informada à imprensa com antecedência. Até ontem à noite, os médicos diziam que não havia previsão de transferência uma vez que era necessário estabilizar o quadro de saúde de Bolsonaro.


Segundo a doutora Eunice Dantas, diretora técnica da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, a decisão da transferência foi da família, mas não houve qualquer divergência com a equipe médica. Ela afirmou que os médicos avaliaram m conjunto que não haveria riscos em transferi-lo hoje pela manhã.


"Assim que ele teve condição clínica para ser transferido, a transferência foi realizada. Sem nenhum risco para o deputado. Ele teve uma condução muito boa do caso e a cirurgia foi muito bem feita", explicou. 


"Tudo isso [a transferência] foi discutido exaustivamente. Só foi possível o transporte porque ele está bem. Ele vai com sonda, oxigênio, soro, medicações. Ele está recebendo todo o suporte terapêutico", afirmou.


"Desde o momento que chegou, chegou lúcido. Desconfortável, claro, mas muito tranquilo", complementou.


Segundo a diretora, ele pode ter alta em menos de duas semanas. "Ele está estável, mas é uma cirurgia de grande porte. Toda cirurgia de grande porte depende do procedimento. Daqui a pouco ele vai poder comer, andar. Vai depender da evolução, mas o previsto é de que tenha alta hospitalar de sete a dez dias", disse. Segundo explicou Eunice, porém, a avaliação ficará a cargo da equipe do Albert Einstein. Não há previsão concreta de alta. 


A diretora afirmou que a agilidade em levá-lo ao hospital foi fundamental para que o ataque não tivesse resultado mais grave. "Foi por pouco. Se ele não chegasse no hospital naquele momento, ele poderia ter morrido. Foram quatro bolas de sangue para ajudá-lo", disse.



Bolsonaro deixou o hospital com bom humor, diz filho Um dos filhos de Bolsonaro, o candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PSL), disse que o pai deixou o hospital em Juiz de Fora com bom humor. "Ele saiu bem e mais uma vez, bem-humorado, rindo e dando sinal de positivo. Graças a Deus o pior não aconteceu. Vamos avaliar os próximos passos agora junto com a família e a equipe", disse.


Na versão dele, a família considerou que a transferência para o Albert Einstein foi considerada a melhor opção. Outros hospitais também ofereceram atendimento, como o Sírio Libanês e a rede Dor. Pouco antes da transferência, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), outro filho do presidenciável, afirmou que o pai estava corado e mais lúcido do que o dia anterior. "Ele acordou e está conversando um pouco melhor do que ontem. Está mais corado e falando melhor¨ disse Eduardo. 


Questionado se o pai tinha alguma lembrança do ataque, ele respondeu que, logo após ser agredido, o presidenciável pensava se tratar de "um soco muito forte no estômago". 



Bolsonaro fala primeira vez depois de sofrer o ataque: 








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