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López Obrador diz que considera oferecer asilo político para Julian Assange, no México



O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta segunda-feira (4) que estuda a possibilidade de oferecer asilo político para Julian Assange.

No mesmo dia (4) em que a juíza do Tribunal de Londres, Vanessa Baraitser, negou a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, aos EUA, o presidente do México decidiu se posicionar sobre o assunto. 

Em uma transmissão ao vivo em uma rede social, López Obrador disse que pedirá ao chanceler Marcelo Ebrard que verifique junto ao Reino Unido "a possibilidade de o senhor Assange ser libertado e de o México lhe oferecer asilo político". Por fim, Obrador afirmou que "saúda" a decisão britânica, a qual considerou "um triunfo da justiça."

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Mais cedo, ainda nesta segunda-feira (4), o Tribunal britânico alegou que Assange não pode ser extraditado devido aos riscos à vida e saúde dele. Para a justiça, Assange sofre de diversas doenças mentais, e pode ter uma recaída, inclusive com pensamentos suicidas. A decisão sobre sua liberação ocorrerá na quarta-feira (6), segundo a juíza britânica.

A prisão de Julian Assange

Julian Assange foi preso em Londres, em abril de 2019. Ele é acusado de violar a Lei de Espionagem dos EUA e enfrenta uma possível sentença de prisão de 175 anos. Por esta razão, diversas personalidades, em defesa da liberdade de imprensa e de expressão, estão se mobilizando em apoio ao jornalista australiano.

A prisão de Julian Assange

Julian Assange foi preso em Londres, em abril de 2019. Ele é acusado de violar a Lei de Espionagem dos EUA e enfrenta uma possível sentença de prisão de 175 anos. Por esta razão, diversas personalidades, em defesa da liberdade de imprensa e de expressão, estão se mobilizando em apoio ao jornalista australiano.

​Posteriormente, o portal do WikiLeaks publicou documentos oficiais do governo norte-americano sobre quase todos os detentos da prisão de Guantánamo. Além disso, expôs mais de 160 empresas de vigilância em massa, revelando relatórios sobre as atividades da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, bem como o arquivo da plataforma de inteligência geopolítica Stratfor dos EUA.


Provavelmente o evento mais importante do WikiLeaks foi o vazamento de documentos comprometedores para o partido Democrata dos EUA na segunda metade de 2016, antes das eleições presidenciais no país norte-americano. O material indicava um favorecimento à candidata Hillary Clinton, em detrimento de Bernie Sanders, e que poderia ter contribuído para sua derrota final contra Donald Trump.

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