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Eleições venezuelanas: continuidade de Maduro ou dolarização?



Nas próximas eleições venezuelanas, que decorrerão neste domingo (20), competirão o atual presidente, Nicolás Maduro, que prometeu retirar o país da profundíssima crise econômica, e o representante da oposição, Henri Falcón, que defende a dolarização e colaboração com várias organizações de crédito internacionais.

O comparecimento eleitoral será o fator decisivo, acredita o jornalista venezuelano entrevistado por e-mail Modesto Emilio Guerrero.

"A vantagem de Falcón é que ao provir do chavismo e hoje ser antichavista, ele pode receber apoio de ambos os lados […] A vantagem de Maduro é representar a continuidade. Há muitos anos que o país se encontra em colapso, ninguém dá garantias. A quem as Forças Armadas obedecem? Maduro. Quem representa o poder estatal? Maduro", afirmou o jornalista.
Em 2013, o comparecimento eleitoral correspondeu a 70%. Desta vez, espera-se que seja 63%. De acordo com o jornalista, a Venezuela virou um país tão presidencialista, que a luta pelo poder decorre somente durante as eleições presidenciais.

"Segundo os inquéritos, a diferença entre os resultados será definida pelo nível de comparecimento, não pelas próprias eleições", assinalou.

A jornalista da Sputnik Mundo, Telma Luzzani, chamou a atenção para que a situação em Caracas na véspera das eleições está tranquila. Ela ressaltou a propaganda oposicionista ativa na cidade, que apela à dolarização o mais breve possível. Além disso, ela destacou as declarações do ex-presidente do governo espanhol, José Rodríguez Zapatero, sendo este o mediador entre o governo de Maduro e a oposição venezuelana.
"Zapatero está continuando a linha que se iniciou durante as conversações na República Dominicana: ele pergunta por que a União Europeia está obcecada com a ideia de não reconhecer as eleições venezuelanas. Ele recorreu a palavras bastante duras, frisando que essa atitude confunde a situação, e apelou para que o bloco europeu cumprisse sua função histórica: acompanhar os processos democráticos e ser moderador durante os momentos de crise", concluiu.

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