Assim como Biden, Revista The Economist da Família Rothschild manda recado para Lula: ¨Não deveria disputar a reeleição em 2026, candidatos com mais de 80 anos correm enormes riscos; A direita precisa se unir e trazer um novo nome capaz de superá-lo, e Flávio Bolsonaro não é o mais indicado
Lula e Joe Biden na Casa Branca em Washington/DC | 10/02/2023. | Foto: Bloomberg/Andrew Harrer
O jornal e revista britânica The Economist de propriedade de uma das 13 famílias Illuminati, os Rothschild, publicou um artigo em defesa da não reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições presidenciais de 2026, devido a sua idade avançada (80 anos), e traçou um paralelo com o governo de Joe Biden, nos Estados Unidos. Divulgado nessa terça-feira (30/12), o texto descreve que o Brasil teve um ano turbulento no âmbito político e que o líder brasileiro “consolidaria seu legado” ao se afastar da disputa presidencial.
“Lula tem 80 anos. Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo. Lula é apenas um ano mais novo do que Joe Biden era no mesmo período do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos, e isso terminou de forma desastrosa”, diz o artigo.
O artigo explica que as condições de saúde de Lula são melhores que as de Biden à época em que se elegeu presidente dos EUA, porém lembra que o líder brasileiro passou por algumas cirurgias. Em dezembro do ano passado, por exemplo, Lula foi operado no cérebro para estancar uma hemorragia interna após escorregar no banheiro e bater a cabeça. Além disso, o chefe do Planalto pode ter 85 anos quando finalmente resolver se aposentar.
“Opções melhores”
A prisão do ex-presidente Bolsonaro por tentativa de golpe de estado, a boa relação entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump — que levou o líder norte-americano a recuar em relação às tarifas aplicadas a produtos brasileiros — e a ausência de adversários políticos foram citados como fatores de popularidade de Lula. O jornal destaca que os brasileiros têm razões para comemorar a democracia, mas “merecem opções melhores”.
O The Economist ainda enfatiza que os escândalos de corrupção em que Lula esteve envolvido no passado (Petrolão e Mensalão) pesam na decisão de brasileiros para não votar nele e faz críticas às propostas econômicas do país. O artigo também afirma que, assim como Biden, Lula não preparou um sucessor de imediato e aponta uma solução para conseguir um substituto em prazo curto.
“O presidente faria um favor ao seu país e consolidaria seu legado — algo que Biden não fez — anunciando que cumprirá sua promessa e se afastará da disputa. Isso daria tempo para uma disputa adequada encontrar um novo campeão da centro-esquerda”, afirmou.
O desfecho do artigo cita um “racha político” na direita por um sucessor de Jair Messias Bolsonaro e afirma que, para derrotar o atual presidente, a direita deveria se unir para abandonar Flávio e achar outro candidato de centro-direita capaz de superar a polarização dos anos Lula-Bolsonaro.

