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André Brandão deixa comando do Banco do Brasil, e Fausto De Andrade Ribeiro deve assumir cargo


O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (18). A saída do executivo acontecerá no dia 1º de abril, apenas seis meses após ter assumido o comando da instituição, de acordo com fato relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários. 


Segundo o documento, Brandão entregou a renúncia ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do conselho do BB, Hélio Lima Magalhães.


O nome escolhido pelo governo para substituir Brandão no cargo é Fausto de Andrade Ribeiro, presidente da BB Administradora de Consórcios desde setembro de 2020.

                                                  (Fausto de Andrade Ribeiro - foto reprodução) 

As conversas sobre a possível saída de Brandão começaram pouco depois de Bolsonaro anunciar, em suas redes sociais, que haveria troca no comando da Petrobras, com a saída de Roberto Castello Branco para entrada do general Joaquim Luna e Silva. Na ocasião, o presidente disse “semana que vem tem mais”.


Brandão chegou a reclamar com Guedes de que estaria sem condições para trabalhar diante das especulações sobre sua saída do cargo. Por causa do rumor de mercado, as ações do banco recuaram 5% no dia 26 de fevereiro.


Em janeiro, Bolsonaro já teria tentado demitir Brandão, depois que o BB anunciou um plano de economia que incluía o fechamento de 361 agências e cerca de 5 mil demissões voluntárias.


Dança das cadeiras

Brandão, que é ex-presidente do HSBC, substituiu Rubem Novaes no comando do Banco do Brasil, em setembro do ano passado. Novaes disse, em entrevista à CNN, que saiu por causa dos conflitos políticos de Brasília e por acreditar que o banco precisa de um executivo mais afinado com as inovações tecnológicas necessárias para enfrentar a concorrência das fintechs. 


"Não me adaptei à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília", afirmou Novaes.


O executivo teve atritos com o alto escalão do governo e enfrentou dificuldades para levar adiante os planos de privatizar o banco.

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