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PF conclui que Temer incentivou pagamentos irregulares e obstruiu Justiça Brasileira


Em relatório final sobre o inquérito que investiga Michel Temer, entregue hoje ao Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal concluiu que o presidente da República embaraçou a investigação incentivando pagamentos ilegítimos ao ex-deputado Eduardo Cunha e não comunicando às autoridades a suposta corrupção de juízes pelo empresário Joesley Batista.

Com base em conversa realizada entre Temer e Batista, gravada pelo empresário, no Palácio do Jaburu, os investigadores disseram que o chefe de Estado cometeu obstrução de Justiça, crime com pena prevista de até oito anos de prisão. O mesmo delito foi atribuído a Joesley e ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.
Nesse diálogo em questão, realizado no dia 7 de março, o dono do grupo JBS supostamente explica ao presidente que estaria dando dinheiro a Eduardo Cunha, preso em Curitiba desde 2016, para que este ficasse em silêncio na cadeia, se abstendo de uma delação premiada. Além disso, também afirma estar "comprando" um procurador do Ministério Público Federal e "segurando" dois juízes que o investigavam. No áudio, não é possível ouvir nenhuma reclamação ou reprovação por parte de Temer. 

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