Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini
Carne vendida nos Estados Unidos pode ter sido reformada com o uso de cola especial.
De acordo com uma notícia publicada pelo canal ABC,
estão vendendo, nos Estados Unidos (pasmem!), filé mignon tabajara
produzido com restos de carne e uma espécie de cola que mantém a mistura
coesa.
Aparentemente, essa prática é bastante comum por lá, especialmente em
locais onde se servem grandes quantidades de comida e têm filé mignon no
cardápio, como redes de restaurantes, hotéis e serviços de bufê.
Cola-carne
A cola, oficialmente conhecida como transglutaminase, é uma enzima
derivada do sangue dos animais, mas que agora vem sendo produzida
através de culturas de bactérias. A substância se apresenta como um pó,
que é espalhado sobre os restos de carne. Depois de adicionar água à
mistura, ela então é moldada e prensada a vácuo e, 24 horas mais tarde,
oferecida como um suculento filé tabajara.
Embora possa ser prejudicial à saúde — pois pode conter bactérias como a
E. coli, por exemplo —, o departamento de agricultura dos Estados
Unidos permite que esse tipo de produto seja comercializado, contanto
que a carne seja servida bem passada e que os consumidores sejam
avisados de que se trata de “carne reformada” ou que contém
transglutaminase em sua composição. Se o filé mignon estiver muito
barato, duvide!
Caso você queira conferir o processo de produção da "carne reformada", acesse este link e assista ao vídeo (em inglês).
[ATUALIZAÇÃO]
A cola para a carne também existe no Brasil, sendo utilizada pela
indústria de alimentos no preparo de diversos tipos de carne
industrializada, como a bovina, suína, de frangos e pescados.
Entretanto, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, aqui não
existe nenhuma regulamentação que determine o uso de avisos específicos
nas embalagens.
A transglutaminase, na verdade, não deve ser obtida através de culturas
de bactérias, como vem acontecendo em alguns casos nos EUA, o que, neste
caso, poderia oferecer riscos à saúde. Contudo, se forem utilizados os
métodos adequados para a sua obtenção, essa substância é segura e não
possui uma restrição diária para o consumo humano.
Apesar de ser tratada pela legislação brasileira como um coadjuvante de
tecnologia, dispensando, portanto, a necessidade de informar os
consumidores sobre a sua presença nos alimentos, quando você for comprar
algum dos produtos que possam conter essa enzima, vale a pena conferir o
rótulo que discrimina todos os compostos utilizados na sua elaboração.
fontes: Abc e megacurioso