A presidente iniciou sua fala celebrando a “acelerada inclusão social” ocorrida no Brasil depois de ser “um País extremamente desigual”. “Eu quero dizer que a grande mudança que o Brasil deseja e encaminhou nesses últimos anos é se transformar em um grande País de classe média. Esse é o objetivo da nação brasileira”, disse.
Durante uma breve fala inicial, a presidente disse que a infraestrutura
e a inovação são fatores estruturais para a continuidade do crescimento
brasileiro. Aos empresários, Dilma classificou a educação como o “único
jeito” de assegurar que a inclusão social seja permanente. Quanto à
infraestrutura, a representante brasileira disse serem fundamentais os
investimentos, tanto logísticos quanto urbanos.
“Mobilidade urbana e habitação como infraestruturas sociais são
fundamentais. Junto com ferrovias, portos, aeroportos e toda expansão
energética necessária para assegurar o crescimento”, declarou. Algumas
obras que o Brasil desenvolve com outros países americanos nesse quesito
foram citadas pela presidente como exemplos de parcerias com diferentes
governos e empresários, como o Porto de Mariel em Cuba, o Pólo
Petroquímico da Cidade do México e a construção e o financiamento dos
gasodutos sul e norte na Argentina.
“Acho que a integração regional das nossas economias funciona como um
fator que expande as nossas fronteiras, oportunidades e economias. Daí
porque o Brasil se dedicou nos últimos anos a investir fortemente na
integração de infraestrutura”, disse.
Após defender, no discurso, a importância da inovação para a melhoria
de renda dos brasileiros e para o desenvolvimento de setores-chave do
País como agricultura e indústria, Dilma voltou ao tema quando respondia
aos empresários. Segundo ela, a ciência e tecnologia podem fomentar um
aprimoramento na quantidade, mas também na qualidade do ensino dos
países.
“O grande desafio de países como o Brasil é a educação, consideramos
que ela tem que estar no centro do processo tanto de crescimento
econômico quanto de inclusão social”, destacou, complementando que é
necessário que o País exerça atividades que agreguem valor. “Eu acho que
a América Latina e todos nós temos de almejar sermos produtores de
valor agregado, utilizadores do conhecimento como forma de garantir que
os nossos povos de fato tenham acesso a um padrão de vida de classe
média”.
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto
Moreno, foi o mediador do debate, para o qual centenas de líderes
empresariais foram convidados. Nomes como Mark Zuckerberg, fundador e
presidente do Facebook, foram confirmados como oradores do evento.
Agência Brasil